20º Congresso APIMEC debate a nova ordem econômica global

No segundo painel do segundo dia do 20º Congresso APIMEC, que acontece no Rio de Janeiro, analistas, investidores e profissionais de investimentos debateram sobre "A Nova Ordem Econômica Global". Eduardo Loyo, ex-diretor de política internacional do Banco Central e diretor do Banco UBS Pactual, realizou exposição sobre as perspectivas econômicas para o G3 – grupo de países formado por EUA, Japão e Europa. "Há a decomposição do crescimento do G3, assim como desaceleração no consumo. Até agora tivemos um socorro dos mercados externos", afirmou. Para o diretor do Banco UBS Pactual há um sério problema doméstico no mercado imobiliário e de crédito dos EUA que acarretará em uma retração na economia local. "Alguns países da Europa também passam pela mesma crise, porém em menores proporções", ressaltou. A expectativa para o mercado japonês é de desaceleração do crescimento, inflação com níveis significativos e sugestiva redução de investimentos.

Segundo Ricardo Amorim, diretor executivo para mercados emergentes do Banco WestLB, outro palestrante do Congresso, o mundo já mudou e é completamente diferente do século passado. A mudança, segundo o executivo, é bem visível há cinco anos com o impacto da Ásia na economia mundial. "Os emergentes estão emergindo e deixando os desenvolvidos para trás", ressaltou.

Rodrigo Tavares Maciel, secretário executivo do CEBC, iniciou sua apresentação com o questionamento "Por que a China cresce?". Para o secretário, o crescimento chinês é proveniente do aumento em investimentos em ativos fixos. "O crescimento da China para os próximos dois anos deve ficar superior a 9% e não existe sinal de desaceleração da economia chinesa no curto prazo , estima.